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Tempera com Sol

Tempera com Sol

Vestir de forma mais consciente é possível!

29.06.20, Tempera com Sol

Nos últimos meses tenho vivido num enorme conflito interior, numa constante dificuldade de harmonizar os cuidados sanitários básicos, para evitar a propagação da covid-19, com os objetivos de promoção de sustentabilidade do planeta, sobretudo, pelo recurso frequente aos descartáveis. Sem qualquer conhecimento de causa, acredito que poderá ter aumentado a produção global de todos os resíduos urbanos, ao mesmo tempo que tenha diminuído a quantidade resíduos reciclados, nesta fase.  

É neste contexto de conflito interno, que a pandemia pode (e deve) ser encarada como uma oportunidade para melhorar a minha (nossa) relação com os recursos naturais. Tomando como exemplo as palavras que o Secretário-Geral das Nações Unidas proferiu  no passado mês de abril, “Precisamos transformar a recuperação numa oportunidade real de fazer as coisas certas para o futuro”, propondo ações no sentido de tornar o planeta mais saudável, eu também senti que poderia aproveitar essa oportunidade para fazer a minha pequena parte.

Embora não tivesse andado o dia todo de pijama, o confinamento obrigatório forçou-me a olhar de forma mais realista para a quantidade de roupa adquirida sem necessidade. Eu, que nem me considero muito consumista, que até consigo reparar algumas peças de vestuário, que consigo fazer alguma reciclagem com a roupa, que consigo voltar a usar peças mais antigas, que estiveram anos paradas, ou usar peças de familiares ou amigas que já não as querem. Ainda assim, senti necessidade de repensar a forma como adquiro, uso ou descarto vestuário e afins.

Felizmente, algumas marcas mundiais e nacionais revelam cada vez mais preocupação com a indústria têxtil, que é apontada como uma das mais poluentes do planeta. Só pensar que uma simples t-shirt de algodão consome 2700 litros de água no seu fabrico, fico toda arrepiada! Assim, as opções como ecofrendly, join life, conscious são já uma aposta de algumas marcas no mercado.  

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Neste artigo da revista rua, pode encontrar algumas marcas portuguesas, assim como neste da timeout e  neste do blog  imetgodshesgreen.

Porém, reaproveitar e reutilizar também são boas opções. Existem alguns projetos para reutilização de roupa, que funcionam quer como pontos permanentes de troca (circularwear e pop-closet), quer como pontos ocasionais, realizados em forma de eventos (troca-te , que inclui roupa, acessórios, livros, entre outros). No campo dos eventos, há ainda projetos como o re:costura, que propõe a transformação ou reparação de peças de vestuário.

Eu já comecei! As minhas máscaras sociais, por exemplo, são feitas de reaproveitamento de tecidos, de peças de vestuário que não eram usadas e estavam em ótimo estado, algumas mesmo novas.

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Por fim, não podia deixar de referir, que descobri alguns destes projetos através deste outro (é p'ra amanhã), ao qual estou rendida e cuja atividade pretendo continuar a acompanhar.    

Compota caseira: truques e dicas

Como fazer compota mais saudável e mais durável

23.06.20, Tempera com Sol

Se só gosta de compota muito doce, então pare aqui!

Na minha casa não se come compotas todos os dias, nem todas as semanas, mas gostamos de ter uns frascos guardados, para barrar o pão, tostas, bolachas ou mesmo para sobremesa.

Até há alguns anos, havia uma coisa que me desagradava nas compotas em geral e, por causa disso, sentia um enorme desinteresse por fazer as minhas: o excesso de açúcar! Cedo percebi que se cortasse no açúcar, perderia em conservação. Achava que estava num impasse e jamais conseguiria conciliar as duas qualidades, até que encontrei dois truques na internet (desculpem, não consigo lembrar-me das fontes, não registei e já lá vai muito tempo). Fui experimentando e adaptando, até conseguir fazer as minhas compotas bem menos doces e, mesmo assim, conservar durante uns meses ou mais de um ano, pelo menos, enquanto o frasco não é aberto.

O primeiro truque é esterilizar os frascos e as tampas. Comecei por ferver numa panela, mas a manipulação sem contaminação era muito complicada. Depois, descobri a estratégia de levar ao forno a 100 graus durante 20 a 30 minutos, enquanto as tampas eram esterilizadas com uma bebida alcoólica branca. Com o tempo, abandonei a segunda parte desta técnica e comecei a introduzir as tampas metálicas ao lado dos frascos no mesmo tabuleiro no forno. Mais rápido e mais fácil!

O segundo truque é encher o frasco com a compota quente, acabada de fazer, fechar bem e virar o frasco ao contrário, para criar vácuo.

Três outras regras nas minhas compotas: o açúcar é amarelo ou mascavado, não ultrapassa 1/3 do peso da fruta (até pode ser menos, se for fruta bem doce) e todas levam pau de canela.

Para acabar, mais um truque (ou batota). Como não tenho paciência para ficar horas a volta de uma panela, logo que a fruta comece a parecer cozida, dou uma ajuda com a varinha mágica e depois deixo ferver só mais um bocadinho para ganhar ponto. Posso dizer que já experimentei este truque (e os outros) com várias compotas: cereja, morango, framboesa, amora, mistura de frutos vermelhos, ameixa, pera, pêssego, kiwi e abacaxi.

E depois dos truques, fica aqui o registo da abertura da época de primavera/verão!

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Dica 1: As compotas são ótimas para diminuir o desperdício alimentar, aproveitando fruta em excesso. Foi assim que nasceu a minha primeira compota caseira.

Dica 2: Sempre que possível, as frutas são usadas com casca.

Dica 3: Com estes truques e regras poupa tempo, energia, açúcar e conserva a compota por mais tempo.

Pizza Vegetariana

15.06.20, Tempera com Sol

Finalmente fiz a melhor pizza da minha vida! Estava crocante, tostada, fofa e com o queijo bem derretido!

Muitas das minhas experiências culinárias surgem de uma inspiração momentânea e raramente escrevo ou tomo notas. Se for bem conseguida e tentar repetir, mesmo que seja só uns dias depois, frequentemente a reprodução não é fiel e acaba em falhanço. Desta vez, acertei, escrevi e decidi partilhar!

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Para a massa, misturei 2 chávenas de chá de farinha de trigo com fermento, 1 chávena de chá de água fria e 1 pitada de sal. Amassei ligeiramente, até formar uma bola que descolasse das mãos. Se for necessário, pode juntar um pouco mais de farinha ou de água. Deixei a massa descansar cerca de uma hora. Depois, estendi a massa numa superfície enfarinhada (usei a película antiaderente que iria para o forno). Piquei levemente a massa com um garfo, sem furar. Levei ao forno a 230 graus durante 10 minutos, no programa para pão e bolos. Quem não tiver essa alternativa, é só vigiar até que a massa pareça ligeiramente cozida.

Depois de retirar do forno, espalhei 2 colheres de sopa polpa de tomate sem aditivos (também pode usar molho de tomate caseiro), 1 colher de sobremesa de azeite e distribuí os vegetais (misturados ou em secções, como uma pizza 4 estações). Desta vez, escolhi milho em lata, cogumelos laminados congelados, azeitonas e pera. Eu prefiro os cogumelos frescos, laminados finos, mas, se forem enlatados ou congelados, convém escorrer todos os líquidos antes, para não empapar a massa. Cobri tudo com uma mozzarella fresca (a minha era light) desfeita em pedaços e levei novamente ao forno mais 5 minutos a 230 graus. No fim desse tempo, liguei o programa de grelhador com ar quente circulante mais 10 minutos a 210 graus. Quem não tiver essa opção, pode vigiar até que o queijo esteja derretido. Retirar, polvilhar com orégãos e deliciar-se!

Ficou igual à da pizzaria? Não! Sabia como as das pizzarias? Não! O aspeto estava muito aproximado ao das pizzas mais rústicas, mas o sabor… ai, estava  de-li-ci-o-so!

 

Dica 1: Penso que os truques para desta vez ter resultado tão bem, são o “pré-cozimento” da massa, ter usado a temperatura mais elevada e deixar o forno aquecer bem previamente.

Dica 2: Eu gosto de pizza bem recheada, mas como noutras experiências resultou em massa meio crua, é melhor não exagerar na quantidade. Pode sempre acrescentar uma salada.

Dica 3: Os ingredientes do recheio podem ser estes ou outros vegetais ou frutas (se quiser vegetariana), depende do gosto ou do que há por casa, desde que esse alimento cozinhe rápido ou esteja pré-cozinhado. Resulta bem com pimento, cebola, espinafres, tomate fresco, maçã, abacaxi, pêssego, figo, banana.

Dica 4: Esta receita dá bem para duas pessoas, mas, se sobrar, pode sempre congelar e depois aquecer no forno ou micro-ondas. Não é tão bom como na hora, mas sempre é uma refeição já preparada e sabe bem o que está a comer.