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Tempera com Sol

Tempera com Sol

Fruta assada

21.10.20, Tempera com Sol

O outono não é propriamente a minha estação preferida, mas os frutos que nos traz, são fabulosos, em cor, sabor e versatilidade.

Já não me lembro ao certo se foi no outono que vi esta receita do Jamie Olivier pela primeira vez, mas é no outono que tenho mais vontade de a reproduzir.

receita original é esta, mas, como sempre, faço as minhas adaptações. Para começar, uso apenas a fruta que está a mais ou mais madura ou pouco agradável para comer ao natural (tal como fruta biológica com bichos). Corto os pedaços de acordo com a dureza e o tempo de cozedura necessário, para ficar tudo pronto ao mesmo tempo. Não costumo usar nozes no forno, mas depois, ao comer junto muitas vezes nozes ou outros frutos secos. Adoro o sabor das uvas a explodirem o seu sumo nestas misturas. Quando não tenho uvas, gosto de substituir por algumas passas, disponíveis todo o ano. Se as frutas cruas não estão muito doces, espalho umas rodelas grossas de banana, para acrescentar uma doçura natural à mistura. Não uso o molho do Jamie, mas o meu não é sempre o mesmo. Uso muitas vezes sumo de laranja, sem mais nada, mas gosto de espalhar um pouco de mel (é mesmo um pouco, 1 ou 2 colheres de sobremesa num tabuleiro grande, depende da doçura da fruta) ou xarope de agave. Com um pouco de vinho do Porto também fica fabuloso!

Esta mistura, na minha opinião, fica ótima para comer simples, quente ou fria, ou acompanhada. Melhores acompanhamentos? Iogurte natural, granola, uma bola de gelado de sabor simples, como baunilha ou nata. Sabe bem como sobremesa, lanche, pequeno almoço ou brunch. É só usar a imaginação! Ah, se fizer um tabuleiro muito grande e sobrar, pode congelar em porções, que depois de descongelada fica na mesma deliciosa!

Aproveite as sobras de outono e teste esta receita, a original ou a adaptada. Se gosta de fruta, vai adorar, garantidamente!

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Arroz de frango no forno com tâmaras

A minha versão adaptada

09.10.20, Tempera com Sol

Descobri esta receita pelo ano de 2013 através do sapo lifestyle . Atraiu logo a minha atenção por incluir tâmaras, que eu amo! Depois, fiquei convencida pela simplicidade. Quando experimentei, fiquei rendida de vez! E não fui a única; passou a ser um dos pratos preferidos aqui em casa e um dos mais populares entre os meus convidados.

Como todos os pratos que são frequentes por aqui, este também acabou por sofrer adaptações. Vamos a elas! Uso alho em pó, no lugar dos dentes de alho, prefiro pimentão doce em pó do que a massa, prefiro água do que caldo de carne. Uso menos bacon (um pequeno pedaço de 30 ou 40gr), e bem magro, que corto em tirinhas espalhadas pela assadeira. Como não sou apreciadora de refogados, uso a cebola inteira cozida no caldo ou cortada em rodelas grossas (depois de ir ao forno, fica com um sabor caramelizado tão bom!). Também já experimentei usar ameixas secas para substituir as tâmaras ou metade de cada. O sabor é igualmente bom, só que a ameixa fica mais desfeita e os bocados de tâmaras mais sólidos proporcionam uma bela surpresa, quando trincados no meio do arroz e do frango. Ultimamente, passei a introduzir uma ou mais cenouras cortada às rodelas grossas (versão da foto), que funcionou bem. 

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Por fim, gosto de acompanhar com uma saladinha ou legumes salteados. Esta salada da segunda foto é a minha preferida para esta refeição. Leva couve branca ou lombarda crua, cortada em juliana, cenoura ralada, maçã aos cubos, nozes e passas, em proporções variáveis. O molho? Pode ser o que quiserem, mas costumo acompanhar com metade de um iogurte grego natural light, misturado com 2 colheres de sobremesa de mostarda, temperado com sal e pimenta. Se necessário, por vezes, acrescento um bocadinho de mel.

Que tal? Querem experimentar este parente afastado do arroz de pato? É uma boa alternativa: mais simples, mais prática, mais saudável!

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Sopas desperdício zero

02.10.20, Tempera com Sol

No dia 29 foi comemorado pela primeira vez o Dia Internacional da Consciencialização Sobre Perdas e Desperdício Alimentar, uma iniciativa da ONU. Até agora, ainda não percebi se fui eu que andei muito distraída ou se esta data não teve a visibilidade  que merecia. 

Já aqui falei do aproveitamento de cascas de fruta e de outras formas de evitar o desperdício alimentar. Como já sabem, continuo a tentar diariamente fazer a minha parte.  Então, para comemorar o dia com algum atraso, decidi partilhar umas dicas e imagens sobre as minhas sopas de legumes, ou melhor, cremes de legumes! Há muito que a maioria das minhas sopas são cremes. Eu gosto de ambas as opções, mas os cremes são mais rápidos e mais fáceis de fazer, incluem ingredientes que não seriam ingeridos de outra forma por algumas pessoas (incluindo as da minha família), ficam mais aveludadas e são mais fáceis de digerir, mantendo a riqueza nutricional. As minhas sopas (e outros pratos também) incluem os talos, caules, folhas e todas as cascas macias, sem picos, sem fibras demasiado duras. Vai tudo para a panela. Já não me lembro  de descascar uma curgete, uma beringela, uma cenoura ou uma abóbora. Nabos e beterrabas, corto apenas a parte mais dura junto à raiz, o resto é aproveitado.  O mesmo acontece com folhas de brócolos,  couve flor, nabos, beterrabas, etc.

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Já tinha uns anos de treino na confeção de sopas de legumes,  quando descobri  as sopas feitas com refogado. Fiquei espantada, pois não era essa a minha realidade. Mais tarde, percebi que é um procedimento vulgar, muito utilizado por profissionais e amadores, mas não me rendi! Continuei a erguer a bandeira (e a praticar) do mais simples e do mais saudável. Vai tudo a cozer numa panela com água.  No final, é só triturar bem com a varinha mágica, juntar sal e azeite a gosto e acrescentar água, se for necessário, voltar a ferver um bocadinho e está pronto um delicioso creme de legumes!

Na altura que falei das cascas de banana, referi o ebook que a Associação Portuguesa dos Nutricionistas disponibiliza gratuitamente. Para além das cascas de banana, tem muitas receitas para utilização de outras sobras e desperdícios. Vale a pena espreitar!

Ficam aqui mais algumas ideias para quem quer iniciar ou continuar a trilhar este caminho:

Bom apetite!