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Tempera com Sol

Tempera com Sol

Medalhões de pescada com massa folhada

O nosso jantar de natal

30.12.20, Tempera com Sol

Este ano o nosso natal foi diferente, como foi para quase todos.

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Para nós, a grande novidade foi o número de pessoas à mesa na noite de natal e poder, finalmente, simplificar a ementa e a variedade à mesa. E, com isto, também reduzir nos desperdícios alimentares.

Já que era diferente e havia quem não gostasse do bacalhau da praxe, aproveitamos para variar! Escolhemos um prato principal que é tão comum, como apreciado. Já faz parte do repertório de pratos preferidos por cá há tanto tempo, que foi difícil localizar a receita original (um folheto bem antigo do  Pingo Doce com receitas) para partilhar aqui!

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Na verdade, nunca usei margarina, recorro sempre ao azeite, minha gordura preferida na panela. Raramente uso a cebola, mas muitas vezes substituo por alho francês. Os cogumelos, como já disse outras vezes, prefiro frescos ou congelados. Também já tentei usar outras couves, mas acho que, neste prato, a lombarda é a rainha!

Desta vez, usei a couve lombarda, a cenoura (que nunca faltou) e cogumelos frescos. Nas minhas adaptações já não peso a juliana, porque tenho a referência da quantidade que cabe na panela que costumo utilizar neste prato. Também já usei massa folhada refrigerada (a que uso atualmente) ou congelada, normalmente em rolos ou placas entre os 200 e 250 gr, conforme as marcas.

Não sei dizer qual o verdadeiro segredo desta receita, mas a combinação de sabores base, que mistura a cenoura, a couve, a massa e o azeite, produz um sabor tão, mas tão bom, que já me fez salivar só de lembrar!

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Dica 1: Quando é só para o pessoal de casa, normalmente não faço arroz, porque não faz falta;

Dica 2: Se quiser uma apresentação mais bonita, faço pequenos quadrados ou trouxas de massa folhada em doses individuais, para não perder recheio na hora de servir. Fica igualmente bom, mas dá mais trabalho!

Dica 3: Nós apreciamos que a pescada fique em pequenos pedaços, misturada com os legumes, mas, se preferirem, podem deixar cozinhar o medalhão inteiro ou dividido em 2;

Dica 4: Se sobrar alguma coisa, guardo no frigorífico ou congelador, para voltar a aquecer. Não fica muito bonito depois de aquecido. A massa folhada fica mais molenga, mas deliciosa na mesma!

 

Compota de diospiro

11.12.20, Tempera com Sol

Há meia dúzia de anos, num outono bastante frio, sem saber bem como fiquei com a casa cheia de diospiros. Apesar de adorar, por mais que eu quisesse, não conseguiria comê-los todos! E como sou a única cá em casa a gostar, não era possível dar vazão a todos. Tinha de aproveitar aquelas ofertas e não sabia como!

Foi aí que me surgiu a ideia de algo que nunca tinha comido, nem sequer visto e não sabia se resultaria: compota de diospiro!

Recorri aos meus truques para compotas, peguei nos diospiros mais maduros, tirei a casca, adicionei açúcar amarelo, pau de canela e levei a cozinhar. Depois de ferver um bocadinho, tirei o pau de canela e triturei. E estava pronta a compota inédita na minha vida.  Só posso dizer que a-do-rei! Fez bastante sucesso!

Desde essa altura, só tinha voltado a fazer mais uma vez e numa quantidade muito reduzida. Este ano estes frutos voltaram em força à minha cozinha e estavam aqui a chamar por mim para repetir a experiência. Ficou deliciosa! O grande desafio é mesmo conseguir parar de comer!

 

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Dica 1: Da primeira vez, usei a proporção de 300gr de açúcar amarelo para 1000gr de fruta, mas, desta vez, estavam tão doces, que só juntei 100gr de açúcar por cada 1000 de polpa de fruta. Provei e estava doce. Devem avaliar a fruta que têm para usar e provar para saber se têm de acrescentar.

Dica 2: Nesta receita usei diospiros de polpa mole, mas pode juntar diospiros maçã, só tem de deixar cozinhar um pouco mais.

Arroz de atum, grelos, abóbora e cebola

01.12.20, Tempera com Sol

Sabem aqueles dias em que planeiam tudo direitinho na cozinha (aproveitar o forno acesso, preparar refeições para a semana, preparar os legumes frescos que nos deram antes que se estraguem, fazer uma sobremesa, etc, etc, etc) e depois descobrem que falhou uma coisa básica? Pois é, aconteceu-me!

O sábado e o domingo são muitas vezes aproveitados para fazer meal prep. Hoje deixo aqui algumas ideias da Cláudia Ganhão, mas prometo que  um dia destes escrevo um pouco mais sobre este assunto.

Desta vez, tinha muitos legumes em casa queria aproveitá-los ao máximo. Estava tudo bem lançado, quando dei conta que o prato principal pensado para esse almoço, implicava ficar com muitas sobras para congelar e não havia espaço de congelação. Tive mesmo de alterar a refeição e improvisar!

Olhei para a abóbora e os grelos e decidi juntá-los num arroz. Achei que a cebola e o atum também ficavam bem nessa combinação. Resultado: um maravilhoso arroz, numa panela só, que ganhou o estatuto de prato a repetir muitas vezes e prato simples e rápido quando não há nada planeado.

 

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O que levou mesmo este arroz? 1 chávena de abóbora bolina (ou manteiga) cortada em bocados com casca, 1 chávena de grelos, 1 cebola média cortada em meias luas, 1 chávena de arroz carolino, 2 chávenas de água e 2 latas de atum ao natural. Usei a minha técnica preferida na cozinha: one pot pasta! Juntei tudo na mesma panela, acrescentei um pouco de sal, pimenta, alho em pó, açafrão e azeite e levei a cozinhar em lume brando. Mexi levemente de vez em quando, só para garantir uma cozedura homogénea. Quando a água secou, desliguei o fogão e deixei repousar uns minutos. Ficou surpreendentemente apetitoso!

Sei que a combinação de atum e arroz até é bastante popular, mas eu nunca tinha usado. Algum dia tinha de acontecer!

Se preferir um arroz mais caldoso, acrescente um pouco de água. Eu gosto muito deste meio termo entre uma arroz seco e um arroz com calda, muito parecido com um risoto, mas sem vinho, sem queijo e sem manteiga. Fica a dica para um improviso!